Américo Soares Braga escultor ceramista Matosinhos, Portugal, 21 de janeiro de 1909 - Oaxaca, México, 26 de julho de 1991 |
Enquadramento
Pela dobra das décadas de 1940 - 50, alguns artistas enveredaram por uma bem sucedida revitalização de certos gêneros das chamadas "artes decorativas", ou "artes menores", expressa no pronto ressurgimento, quer da cerâmica, da tapeçaria, ou mobiliário, quer das artes gráficas, provavelmente como retomada e reflexo das idéias desenvolvidas na escola Bauhaus. O escultor Américo Braga inscreve-se nesse quadro, formando com a atitude renovadora do pintor Jorge Barradas (1944) o travejamento da primeira geração de ceramistas portugueses modernos; a atestá-lo, a atribuição, em 1949, dos prêmios Nacional Sebastião de Almeida a Jorge Barradas e o de Revelação Manuel da Costa Brioso, a Américo Braga. Então, na edição seguinte, em 1951, Américo Braga vê-se consagrado com o galardão máximo: o Prêmio Nacional Sebastião de Almeida (apenas José Augusto França ainda não tomou conhecimento desses fatos da História da Arte em Portugal no Século XX ...). Querubim Lapa e Antônio Pedro, entre outros artistas cultores do gênero, se encarregarão depois, em Portugal, de passar às novas gerações a cerâmica de arte; um belo exemplo: Cecília de Souza. Em 1953, a saída de Américo Braga para o Brasil, transfere para esse país os seus méritos profissionais, onde também veio a alcançar um renome e um prestígio reconhecidos pelo público culto.
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